Confesso que não sei viver de aparências e que tanto segredo tem me causado mal. Não suporto mais esses papos banais, conversinhas de menina boba, irrelevantes... Diálogo sem aprendizado, sem algo que acrescente. A vida não é dinheiro e fama. Eu quero muito mais. Eu quero alguém que me compreenda e respeite os meus anseios. Eu quero pôr pra fora tudo que me incomoda. Não tenho mais direito de chorar?
Não preciso de ordem o tempo todo. Quero seguir o meu caminho, cabeça erguida, mas sem direção. Quero ser como o vento... Escutar o barulho das folhas...
Chega de hipocrisia! A essência que sou é bem mais viva que esse molde que me deram. Sou frágil, mas não sou porcelana. Sou irreverente mas não sou manipulada. Sou forte mas não resisto a tudo. Eu choro, eu amo, eu sofro. Eu tenho sentimentos e desejos. As vezes me faço poesia, as vezes eu canto também e danço ainda que desafine, canto, danço, bailo, sonho...
Eu beijo também, bebo e brindo a vida! E sofro... Sofro a dor de me esconder, de me mascarar... De vestir-me ao seu jeito, pra lhe agradar talvez... Eu ganho e perco.
Cansei de viver para os outros. Isso implica muita coisa, mas, sinto o ar nos meus pulmões e hoje eu jogo essa máscara fora.
Confesso.

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