sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Confessionário

Confesso que a caneta é o instrumento que não me deixa só na minha solidão...
Minha muleta muda, minha bengala, minha vida...
Cadê a caneta que escorre minhas palavras pela sua língua?
A tampa, para quando eu quiser parar e mesmo assim preservar meu veneno...
Onde está o antídoto, o remédio e a cura?
Na borracha, na ausência de palavras, no silencio de dentro... de onde não se fala...
No lugar que ninguém imagina...O antídoto está na dor...



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