sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Confessionário

Confesso que estou Fingindo ser poeta...Não vou dizer quantas lembranças tenho...
Pois, posso esquecer algumas...não posso lhe dizer quantos momentos maravilhosos tenho...
Pois, esqueceria alguns...Não posso falar quantas alegrias eu tenho...
Pois são poucas perto do que ainda terei...Não posso falar quantos segredos eu tenho...
Pois, se não revelaria uma parte de mim...Tristezas eu tive, porém...
Bem menos do que os sorrisos que ainda darei...Nunca me disseram que seria fácil.
Não seria capaz de dizer o quanto eu amo...Pois, o amor cresce... se fortalece... resplandece...Nunca seria capaz de dizer o quanto preciso...O precisar é preciso, e necessário para todos...Jamais poderia dizer o quanto me importo...Minha consideração, meu apreço, minha estima...Nunca seria capaz de dizer o quanto quero...Pois, o querer passado aumenta no presente...Querendo o presente... desejando estar no futuro... sempre...
Nunca seria capaz de demonstrar tudo o que sinto...Pois, algo sempre se perde em sua trajetória... em seu destino...Permanecendo apenas em nosso eu... em nossas lembranças...
Nunca vou entender o porque de tudo... E nunca vou desejar entende-los...
Nunca poderei dizer que sou poeta...Pois, as mais belas palavras já foram ditas e escritas...
Jamais serei um poeta...Pois, as palavras no papel saem diferente do que pensamos e sentimos...Como as folhas secas da primavera...



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