domingo, 9 de outubro de 2011

Confessionário


Confesso que espero que me deixe iludir mais um pouco, que eu acredite que seu sorriso é meu, que quando você acorda, tem um pensamento em mim. Deixe que eu acredite que a lua é minha e que aquele instante foi precioso. Deixe que eu acredite nessa realidade inventada, nesses sonhos absurdos, nesses instantes de felicidade barata, fugaz. Deixe que eu acredite que era você que eu procurava sem saber, que foi você que me achou. Deixe que eu pense que finais felizes são possíveis, mas não finais, apenas felizes.
Ainda procuro por alguém que não tenha medo de mim. Que não tenha pena de mim. Que não tenha medo de pular esse abismo, mesmo que seja para se espatifar no chão. Entende?


Confessionário (Lateja)

Confesso que vou me achar por aí, perdida entre a roupa largada pelo chão. Vou me vestir de mim mesma, me revestir com minha armadura rachada, que me protege dessa solidão que ameaça se instalar e nunca mais ir embora. Vou me proteger de você, porque cansei de me doer.

Mas é que de vez em quando a gente é surpreendida com um coração que lateja.

Lateja, lateja, lateja...



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Confessionário (Pedaços)


Confesso que vou me deixar aos pedaços
para você me achar pelo caminho.


Confessionário -.-


Confesso que são tantos prós e contras que nem sei de que lado ficar.
E se o teto desabar? Essa noite? Esse dia? Esse instante?
Aquela janela da alma tinha a luz apagada e reflexos de uma lua prateada clareavam lágrimas esquecidas. Não era o fim, pensou assim sem pensar mesmo. Uma longa caminhada e um destino incerto, não que fosse o certo, mas era o aceitável. Ondas de um calor sem noção.
E se as palavras se tornassem armas? Armas de verdade, dessas que tiram sangue da boca espumante? Da boca nem tão boca. Da boca que grita injúrias e perjúrios de uma mentira solene. Eu te amo era contado em faz de conta, e as contas de uma pérola enferrujada ressecavam um pescoço esquecido. Deixado. Me cante uma canção de ninar para que meus sonhos sejam doces nessa noite longa e fria, sem espera, a esmo em uma verdade sem resposta.
Esperando o tempo passar, a promessa se cumprir,esperando você voltar (...)



  

Confessionário (Tempo,tempo)


Confesso que chega um momento em que Deus nos tira da caixinha de areia & nos leva até a praia (...) Chega um tempo em que é preciso parar de fingir que o "tempo" cura tudo, se fosse assim nas farmácias só venderiam relógios (...)
Chega um tempo que mesmo que machuque você precisa parar de ligar,de procurar,de fazer mal (...)
E precisamos ser fortes pra explicar:
"-Se eu passar um tempo sem te procurar não é porque não te amo,é por que amo" . E é chegado a hora de se perder de vez para as pessoas pararem de fingir que te procuram.




quinta-feira, 28 de julho de 2011

Confessionário (Hahaha) Voltei \0

Confesso que não quero ser pra sempre  assim...Não quero viver sem eco ou com flores mortas enfeitando túmulos esquecidos.
Estou enterrando meus dramas no cemitério das lembranças. Cansada de me doer.
O confessionário voltou, com uma autora desconhecida...
Desconhecida de mim mesma...
Não vou mais alimentar os fantasma, nem ter medo do sono; nem me refugiar dentro de mim...
Mas hoje vim aqui para te falar de ruídos - ou não - , estou aqui para
te falar de céu, mar, estrelas e tapioca...
Falar sobre sonhos, sonhos de Deus.  Ele inda está na minha pele, um formigamento de sensações.
Te quero aqui, para absorver suas palavras,
beber seu gosto, me afogar no seu cheiro.
Te quero aqui. Sem meias verdades nem falsos pretextos.
Apenas aqui.
Meu pai.
Sua filha.
Serei o pronome que quiser.
A gramática que escolher.
Ele, meu verbo.
Nós novamente juntos: a conjugação perfeita.

Estou seguindo (...)
Dessa vez sem me preocupar se a próxima etapa será  o tombo ou o voou





quinta-feira, 9 de junho de 2011

Confessionário (Em minhas mãos)

Confesso que quero que fique e veja até onde vou.
Vou longe e para nunca mais voltar.Caminhando com meus próprios pés no caminho que escolhi a dedo. Sou exigente e me mato apenas por capricho. E depois ressuscito, linda e solta no mundo que me pertence, e que absorvo com as palmas das mãos. O mundo cabe aqui e não julgo o interminável cansaço de existir.

Não sou um resumo, sou milhões de outras coisas que você nunca entenderia.
Se eu contasse... Mas nunca lhe contaria. Pois que eu desnudasse minha alma, terminaria me perdendo nesse imenso labirinto que sou e me sufocaria sem proteção pelas minhas ervas daninhas que cultivo com tanto carinho para te manter longe. Eu seria minha própria armadilha, meu próprio veneno. E minha cura. Nada me salvaria de mim a não ser eu mesma. E sendo assim, te deixo sem proteção nenhuma de mim, por me importar e por não me importar.Te vejo e te beijo.Te sangro e te curo.Com carinho psicótico e doentio.E depois vou embora.
Te deixo despedaçado sob lençóis frios.Tenho meu coração em minhas mãos.Pela primeira vez eu tenho... Haha


terça-feira, 7 de junho de 2011

Confessionário (Culpada)

Confesso que sou toda isso. A Culpada 
Um pacote estragado. Sem selos suficientes. Perdida no caminho entre aqui e lá, tentando se decidir qual saída de emergência é a mais fácil, a que está mais próxima, empurrando uma espada invisível e matando todo carinho declarado, toda tentativa tola de ser alguém para alguém. Toda lógica insensata de amar. Amar e ser amada. Perdoar e ser perdoada. De não mais deixar, e de nunca mais ser deixada.

Confessionário (Ásperas)

Confesso que Percorri todo meu deserto em busca de mim mesma. E o que encontrei foi meu mar de pecados disfarçados de um cinza-camaleão.Estou procurando. Estou encontrando. E tudo isso é meu. O que vivi e o que sonhei. Amores que sufoquei. Hematomas na alma. 
Vou te expulsar de mim amanhã. Hoje ainda nãoPreciso dizer seu nome mesmo que não seja para ninguém. Vou deixar minhas tristezas, minhas máscaras, minhas roupas pelo chão... e pela casa vou te encontrar perdido pela minha imensidão. – Eu te dou minhas forças para que você não se quebre quando eu te mostrar meu mundo. Para que você não se perca eu te dou minha mão. Vamos juntos só por hoje que o mundo é grande demais para se estar tão só. Amanhã eu te parto de mim com uma faca sem corte.
Vai doer.
Já te digo desde já...

Sem pressa e sem dor. Esse mundo não é meu, mas eu não tenho medo.
Não esteja lá fora quando começar a chover. Não espere para ver as lágrimas do sol. As lágrimas da lua. Não existe essa coisa de aprender a amar. Não existe isso de sentido. Destino. Me deixe ser o que quer que eu seja. 

Não me ame, eu pedi. Mas não me odeie, eu implorei. Algum dia fará sentido, eu prometo. Quando me esquecer.
Minhas palavras ásperas não mais te arranharão.


Confessionário (Confesso)

Confesso que esses dias estão bem cinzas e meu humor muito camaleão, que o tédio me entedia e que a fantasia me vicia, que não gosto desse meu sorriso forçado nem do meu olhar acuado.
Confesso que quero gritar alucinada para assustar todo mundo e pra me assustar também.
Confesso que aprendi a amar quem eu sou, mas morro de pena de quem tenta me amar, faço mais mal do que bem, mais arde do que sopro. Mais tempestade e menos vento.
Confesso então... Que Sou uma grande bagunça, com prédios partidos e pontes longas que se abrem no pior momento e lançam no mar meus sonhos que marinheira de mim, não sei buscar.

Confesso que não como salada e nem tomo leite quente, mas sonho em vão.
Confesso que acordo confusa no meio de um sonho bagunçado e não é apenas meu quarto, é meu mundo, meus olhos, meu bairro. E se olho ao redor posso jurar que tudo está igual, o mesmo vão, a mesma porta, a mesma solidão. Retratos amaldiçoados e olhos estampados de xadrez sem cor, sem alma, sem voz.
Confesso que adoraria confessar meus crimes, me achar, me perder, te deixar. Mas confesso ainda que já fui julgada e meus crimes, eu os joguei pela janela, sem semi-desculpa dessa vez, sem acertar e nunca errando. Confesso que não faço sentido e não me importo por que me entendo sem nem precisar usar as palavras que aprendi tão pequena e que cresceram e me queimaram com carinho doente e são.
Confesso que nada é o que parece e tudo é o que é. Sem respostas fáceis, sem carinho e corrimão.
Confesso tudo só para descobrir depois que não confesso nada porque não sei dividir meu mundo com ninguém, nem meus sonhos, nem meus delírios.


Confessionário (♥

Confesso que muito pensamento faz 
sangrar o coração.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Confessionário (Fantasmas)

Confesso que preciso Confessar:
Desculpa, mas hoje não choro por ninguém. Meu único consolo - que desse não há consolo mesmo - é saber que sei aquilo que ninguém mais diz, é saber que, relativamente, sei de gentes e de futuros. Meu único consolo é que embora eu não veja aquilo que quero, sei sempre ver o que importa, mesmo que na hora em que devo dizer, eu permaneça muda, entalada pelo que sei. A gente anda tão só nesses últimos dias! Esses últimos segundos! A vida só existe nesses últimos segundos enquanto ainda retenho o pouco que sei. A vida dura muito pouco.
Eu e meus fantasmas vamos bem, obrigada. Uma grande família feliz, unida por sangue e lágrimas derramadas.


domingo, 5 de junho de 2011

Confessionário (Errado sempre)


Confesso que eu tinha razão em não acreditar nesse amor.
Era assim:
“Eu não te quero mais, ele disse com os olhos cerrados e opacos, olhando para o chão, apavorada demais para dizer a verdade.
“Então tá, ela respondeu com seu orgulho ferido, olhando além dele.
E então foram embora, cada um para um lado. Ela levando embora seu amor e suas juras eternas. E ele carregando mais sonhos estragados. Ovos podres de um sorriso falso.
É, eu tinha razão.
Se pudesse voltar, eu faria tudo certo dessa vez, ele pensa em frangalhos, sentado em uma sala escura,com sua máquina carregada de sorrisos falsos,acompanhadas de nomes repetidos. Então a verdade aparece para lhe socar a cara: Você não sabe ser a pessoa certa, ela sussurra com um ácido cortante.
Você seria o Errado Sempre!


Confessionário (Bússola)

Confesso que posso até estar perdida, e minha bússola não apontar para o norte. O mundo pode estar girando rápido demais e isso pode até estar me deixando tonta, e a mesma música toca no rádio cinco, dez vezes seguidas, é aquela voz que curiosamente linda e rouca grita minhas dores sem o menor pudor.
Eu acordei. E isso é lindo! Mesmo que eu não possa gritar a plenos pulmões - porque o mundo não entenderia. Mesmo que a claridade do mundo me cegue, mesmo que a dor ainda escorra de veias abertas. Ainda assim é lindo. Quero continuar acordada – mesmo que seja dentro da minha própria escuridão.
Às 4 da manhã, o mundo me afeta menos. O mercado vazio ecoa meus passos perdidos. E os olhos, ah! Olhos nenhum me seguem ou me notam. Uma plena casca vazia.
A noite me chama com um sussurro desesperado.
Às 4 da manhã ninguém olha a Lua. E eu estou a salvo.
E que eu não me lembre. Deus do céu, que eu não me lembre. Vidas passadas nunca me interessaram. Sempre destruí meus mundos, e nunca me arrependi – me deixa destruir mais esse, sem medo dos seus fantasmas. Sem medo de acordar encharcada em suor gelado.
Que você vá embora, meu adorado passado, e nunca mais volte para me assombrar – se não estará lá para segurar minha mão quando o grito assolar minha cama vazia.
Que todos aqueles beijos de eterna despedida me abandonem. Braços, sonhos, sorrisos, luzes, voz... cheiro.
Eu só quero me libertar.

Se ninguém nunca vai ficar até que a dor se vá, por favor, que eu pelo menos não me lembre de como era bom sorrir. De como minha escuridão se encolhia trêmula de medo. Eu te amo era uma grande tortura, tesouras cegas. Não vá! Não posso gritar pois você não escutaria, não me veria, nada. Não importa, eu grito, não minto mais tão bem. Não importa.
Vou me jogar em outro abismo. Daqui não vejo mais as estrelas.


Confessionário (Perto,Longe)

Confesso Senhor que quero que dance para mim essa valsa solitária porque meus pés estão doendo e o ritmo me incomoda. Olhe para mim e veja além. Que meus olhos estão cansados dessa poeira inútil, não quero sentir essa dor,nem te causar dor. Ou  te sentir perto se está tão longe.Nunca te vi,talvez, nunca te verei. Estou aqui parada nessa encruzilhada com flores venenosas nas mãos. Esperando que você apareça. Em vão. Com esperança nas mãos (...)


Confessionário (Tanto)

Confesso que hoje não me arrependeria, não te deixaria, seguraria entre seus dedos o instante , o agora e levantaria também a bandeira. Bandeira do Amor.
Preciso tanto dela. Tanto.