Confesso que preciso Confessar:
Desculpa, mas hoje não choro por ninguém. Meu único consolo - que desse não há consolo mesmo - é saber que sei aquilo que ninguém mais diz, é saber que, relativamente, sei de gentes e de futuros. Meu único consolo é que embora eu não veja aquilo que quero, sei sempre ver o que importa, mesmo que na hora em que devo dizer, eu permaneça muda, entalada pelo que sei. A gente anda tão só nesses últimos dias! Esses últimos segundos! A vida só existe nesses últimos segundos enquanto ainda retenho o pouco que sei. A vida dura muito pouco.
Eu e meus fantasmas vamos bem, obrigada. Uma grande família feliz, unida por sangue e lágrimas derramadas.

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