Confesso que eu não sei. Talvez já não haja mais nada para dizer. Mas é que essa noite foi tão absurdamente incrível que algo deveria ser dito. E não foi nada demais não. Apenas a vida. E esse momento de extrema doçura, espero não perder. Porque toda lembrança é em carne viva. Mas nem por isso dói. Na verdade dói sim, mas é uma dor que cura. Porque nem todo sangue é ruim. Nem toda bondade é boa. E nem toda vida é intensa.
Nesse exato momento eu me sinto mais viva que nunca. Mais acordada. Mais lúcida do quase nunca. Eu estou lúcida e o mundo brilha em cores que não conheço. Não quero dar nomes. Não quero limitar meu mundo porque eu também não tenho nome.
Nesse exato momento eu me sinto mais viva que nunca. Mais acordada. Mais lúcida do quase nunca. Eu estou lúcida e o mundo brilha em cores que não conheço. Não quero dar nomes. Não quero limitar meu mundo porque eu também não tenho nome.
Mas tudo está vivo. Tão vivo que meu coração dá um pulo, vai na lua e volta. Tudo está vivo e os faróis me lembram que também estais aqui.
Quero estar aqui. Quero ser essa pessoa indizível e de gostos estranhos, que procura amar através de muros de concreto. Quero acreditar. Acreditar só por acreditar. De graça mesmo. Como se ao não ganhar nada eu ganhasse algo.Como se não mostrar algo a alguém fosse mostrar a mim que existo e vivo. ABRO OS BRAÇOS
Porque é só nesse momento agora que tudo isso existe. Precisava caminhar. Tantos pensamentos dentro da cabeça dá pra fazer o mundo parar. E não quero que nada pare. Quero continuar correndo atrás dos meus sonhos agarrada à essa estranha realidade onde o vivo e o real me dominam com um sorriso bobo. Estou sorrindo. E estou sorrindo porque estou viva. E você?

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