Confesso que as vezes é tão difícil chegar até você... Que as vezes é tão difícil ser compreendida... Entristeço-me tanto quando os meus desejos são jogados ao vento... Acho que estamos sendo egoístas... Cada um enxergando apenas o seu lado... O que está acontecendo com a nossa visão? Com o nosso altruísmo? Com a simplicidade do nosso diálogo... do nosso sorriso? O que está acontecendo com a gente?!
Cheguei a culpar o tempo... Mas ele é dono de toda sabedoria... A subjetividade dele é que me atrapalha um pouco... Agora estou confusa... Confusa com o que sinto e trago dentro de mim... Algo me falta e algo me basta.
Antes nós conseguia-mos voar, hoje os nossos passos são tão pesados... Parece que somos crianças aprendendo caminhar... Mas as crianças são corajosas... E a nossa coragem... cadê?! Se já nem nos damos mais as mãos... Não nos ajudamos mais.
Lembra quando corría-mos soltos... leves... a beira da praia? quando o nosso abraço traduzia o amor do mundo? Lembra quando éramos felizes até nos dias nublados? Como e quando nos permitia-mos ficar juntos... Hoje tudo é responsabilidade... É atraso... É demora... É tempo... Esse que eu insistia culpar...
Hoje eu quero mar... Chuva... Sol... Montanhas... Calmaria... Cachoeira... Vento... Brisa... Hoje eu quero qualquer coisa... Hoje eu quero qualquer coisa que possamos fazer juntos! Eu quero menos lágrimas... Menos cobrança... Eu quero resgatar aquela moça que sempre nos acompanhava... Ah... por onde será que ela anda... Vem moça!! Vem nos fazer felizes outra vez.

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