domingo, 1 de maio de 2011

Confessionário (Conto de Fadas)

Confesso  , todo mundo vive um conto de fadas alguma vez na vida.
Talvez o príncipe encantado não seja um cara lindo num cavalo branco ou uma linda moça esperando um beijo.
Ás vezes o príncipe é o fim das lágrimas por algo que já passou ou passar no vestibular, por exemplo.
O que quero dizer é que a ordem para se conquistar as coisas nunca muda.
Tomemos Branca de Neve como exemplo.
Após ganhar uma madrasta muito má que não só queria infernizá-la, mas também matá-la, encontrou finalmente o que parecia a sua salvação: Anões que faziam de tudo para verem feliz a pobre moça. Parecia perfeito para se esquecer da dor. Porém, como toda moça que sofre, Branca tinha o coração mole e achava que a maçã oferecida pela bruxa era inofensiva. E aí apareceu a chance perfeita para o sofrimento maior: A espera.
Sim, sabemos que a espera foi necessária para que o príncipe crescesse, amadurecesse e pudesse achar a princesa. Sabemos de tudo isso.
E a coitada da Branca de Neve? Ficou lá... Dormindo. Não morreu! Com certeza sonhou com alguma coisa! Aliás, deve ter sonhado com muitas coisas! E os pesadelos? Quem segurou a mão dela e disse que estava tudo bem? Ninguém! A coitadinha talvez tivesse pesadelos o tempo todo. Porém, o tempo passou e uma hora ela acordou! Devido ao beijo do príncipe?
Talvez, por mim, tudo só aconteceu devido à espera. Ela fez tudo valer a pena. Depois de tanto tempo dormindo não seria um príncipe de quinta que viria desperta-la.
Agora pense comigo... Poderia ter sido diferente. Ela poderia ter recusado a maçã ou nem mesmo ter encontrado a bruxa porque estava ocupada demais procurando pelo príncipe errado. Entretanto, não estava.
Ela poderia acordar e ficar revoltada por ter dormido tanto tempo e achar que estava velha e feia para achar alguém. Porém, ela acordou com o príncipe ali, apaixonado, fiel e devotado bem na frente dela. O tempo trouxe isso.
E mais uma vez eu estou aprendendo a ter calma. Mesmo que a maçã ainda esteja ali me sufocando, eu espero.




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