segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Confesso que eu não me importo com você.E digo novamente, dessa vez não pra você. Pra mim mesma.
Seus olhos vivem perdidos em algum lugar e quando olho para o fundo deles, eles estão sempre pesados de alguma dor que eu não consigo conhecer.
-Então, o que eu quero? Eu preciso acreditar em qual mentira? O que é necessário acontecer para eu deixar de vez o seu fantasma partir? Eu estou confusa (...) Minha confusão não é pela pergunta, mas pela resposta.
Sei. Sei que você ainda não me respondeu. Mas desde quando preciso de palavras pra entender os seus olhos sempre baixos, como de ressaca?!
-O que eu quero?
Amor. Mais não esse bobo que você promete pra sua namoradinha. 
Eu quero é conseguir amar.
E depois disso, aceitar que alguém me ame. 
O mundo e as estrelas que você promete não me interessam.
Eu esperei por nós dois, até o ponto que vi que nos perdemos de uma forma que não voltaríamos...
Perdemos? Ou achamos? Sabe-se lá.
Só sei que o coração ainda bate de forma irregular.
Quem no mundo poderia prometer ao outro a capacidade de amar?
Ela se viu pensando isso horas depois, dias depois,semanas depois... anos depois...



domingo, 9 de outubro de 2011

Confessionário


Confesso que espero que me deixe iludir mais um pouco, que eu acredite que seu sorriso é meu, que quando você acorda, tem um pensamento em mim. Deixe que eu acredite que a lua é minha e que aquele instante foi precioso. Deixe que eu acredite nessa realidade inventada, nesses sonhos absurdos, nesses instantes de felicidade barata, fugaz. Deixe que eu acredite que era você que eu procurava sem saber, que foi você que me achou. Deixe que eu pense que finais felizes são possíveis, mas não finais, apenas felizes.
Ainda procuro por alguém que não tenha medo de mim. Que não tenha pena de mim. Que não tenha medo de pular esse abismo, mesmo que seja para se espatifar no chão. Entende?


Confessionário (Lateja)

Confesso que vou me achar por aí, perdida entre a roupa largada pelo chão. Vou me vestir de mim mesma, me revestir com minha armadura rachada, que me protege dessa solidão que ameaça se instalar e nunca mais ir embora. Vou me proteger de você, porque cansei de me doer.

Mas é que de vez em quando a gente é surpreendida com um coração que lateja.

Lateja, lateja, lateja...



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Confessionário (Pedaços)


Confesso que vou me deixar aos pedaços
para você me achar pelo caminho.


Confessionário -.-


Confesso que são tantos prós e contras que nem sei de que lado ficar.
E se o teto desabar? Essa noite? Esse dia? Esse instante?
Aquela janela da alma tinha a luz apagada e reflexos de uma lua prateada clareavam lágrimas esquecidas. Não era o fim, pensou assim sem pensar mesmo. Uma longa caminhada e um destino incerto, não que fosse o certo, mas era o aceitável. Ondas de um calor sem noção.
E se as palavras se tornassem armas? Armas de verdade, dessas que tiram sangue da boca espumante? Da boca nem tão boca. Da boca que grita injúrias e perjúrios de uma mentira solene. Eu te amo era contado em faz de conta, e as contas de uma pérola enferrujada ressecavam um pescoço esquecido. Deixado. Me cante uma canção de ninar para que meus sonhos sejam doces nessa noite longa e fria, sem espera, a esmo em uma verdade sem resposta.
Esperando o tempo passar, a promessa se cumprir,esperando você voltar (...)



  

Confessionário (Tempo,tempo)


Confesso que chega um momento em que Deus nos tira da caixinha de areia & nos leva até a praia (...) Chega um tempo em que é preciso parar de fingir que o "tempo" cura tudo, se fosse assim nas farmácias só venderiam relógios (...)
Chega um tempo que mesmo que machuque você precisa parar de ligar,de procurar,de fazer mal (...)
E precisamos ser fortes pra explicar:
"-Se eu passar um tempo sem te procurar não é porque não te amo,é por que amo" . E é chegado a hora de se perder de vez para as pessoas pararem de fingir que te procuram.




quinta-feira, 28 de julho de 2011

Confessionário (Hahaha) Voltei \0

Confesso que não quero ser pra sempre  assim...Não quero viver sem eco ou com flores mortas enfeitando túmulos esquecidos.
Estou enterrando meus dramas no cemitério das lembranças. Cansada de me doer.
O confessionário voltou, com uma autora desconhecida...
Desconhecida de mim mesma...
Não vou mais alimentar os fantasma, nem ter medo do sono; nem me refugiar dentro de mim...
Mas hoje vim aqui para te falar de ruídos - ou não - , estou aqui para
te falar de céu, mar, estrelas e tapioca...
Falar sobre sonhos, sonhos de Deus.  Ele inda está na minha pele, um formigamento de sensações.
Te quero aqui, para absorver suas palavras,
beber seu gosto, me afogar no seu cheiro.
Te quero aqui. Sem meias verdades nem falsos pretextos.
Apenas aqui.
Meu pai.
Sua filha.
Serei o pronome que quiser.
A gramática que escolher.
Ele, meu verbo.
Nós novamente juntos: a conjugação perfeita.

Estou seguindo (...)
Dessa vez sem me preocupar se a próxima etapa será  o tombo ou o voou