Confesso que eu não me importo com você.E digo novamente, dessa vez não pra você. Pra mim mesma.
Seus olhos vivem perdidos em algum lugar e quando olho para o fundo deles, eles estão sempre pesados de alguma dor que eu não consigo conhecer.
-Então, o que eu quero? Eu preciso acreditar em qual mentira? O que é necessário acontecer para eu deixar de vez o seu fantasma partir? Eu estou confusa (...) Minha confusão não é pela pergunta, mas pela resposta.
Sei. Sei que você ainda não me respondeu. Mas desde quando preciso de palavras pra entender os seus olhos sempre baixos, como de ressaca?!
-O que eu quero?
Amor. Mais não esse bobo que você promete pra sua namoradinha.
Eu quero é conseguir amar.
E depois disso, aceitar que alguém me ame.
O mundo e as estrelas que você promete não me interessam.
Eu esperei por nós dois, até o ponto que vi que nos perdemos de uma forma que não voltaríamos...
Perdemos? Ou achamos? Sabe-se lá.
Só sei que o coração ainda bate de forma irregular.
Quem no mundo poderia prometer ao outro a capacidade de amar?
Ela se viu pensando isso horas depois, dias depois,semanas depois... anos depois...

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