segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Confessionário (Pedaços)


Confesso que vou me deixar aos pedaços
para você me achar pelo caminho.


Confessionário -.-


Confesso que são tantos prós e contras que nem sei de que lado ficar.
E se o teto desabar? Essa noite? Esse dia? Esse instante?
Aquela janela da alma tinha a luz apagada e reflexos de uma lua prateada clareavam lágrimas esquecidas. Não era o fim, pensou assim sem pensar mesmo. Uma longa caminhada e um destino incerto, não que fosse o certo, mas era o aceitável. Ondas de um calor sem noção.
E se as palavras se tornassem armas? Armas de verdade, dessas que tiram sangue da boca espumante? Da boca nem tão boca. Da boca que grita injúrias e perjúrios de uma mentira solene. Eu te amo era contado em faz de conta, e as contas de uma pérola enferrujada ressecavam um pescoço esquecido. Deixado. Me cante uma canção de ninar para que meus sonhos sejam doces nessa noite longa e fria, sem espera, a esmo em uma verdade sem resposta.
Esperando o tempo passar, a promessa se cumprir,esperando você voltar (...)



  

Confessionário (Tempo,tempo)


Confesso que chega um momento em que Deus nos tira da caixinha de areia & nos leva até a praia (...) Chega um tempo em que é preciso parar de fingir que o "tempo" cura tudo, se fosse assim nas farmácias só venderiam relógios (...)
Chega um tempo que mesmo que machuque você precisa parar de ligar,de procurar,de fazer mal (...)
E precisamos ser fortes pra explicar:
"-Se eu passar um tempo sem te procurar não é porque não te amo,é por que amo" . E é chegado a hora de se perder de vez para as pessoas pararem de fingir que te procuram.




quinta-feira, 28 de julho de 2011

Confessionário (Hahaha) Voltei \0

Confesso que não quero ser pra sempre  assim...Não quero viver sem eco ou com flores mortas enfeitando túmulos esquecidos.
Estou enterrando meus dramas no cemitério das lembranças. Cansada de me doer.
O confessionário voltou, com uma autora desconhecida...
Desconhecida de mim mesma...
Não vou mais alimentar os fantasma, nem ter medo do sono; nem me refugiar dentro de mim...
Mas hoje vim aqui para te falar de ruídos - ou não - , estou aqui para
te falar de céu, mar, estrelas e tapioca...
Falar sobre sonhos, sonhos de Deus.  Ele inda está na minha pele, um formigamento de sensações.
Te quero aqui, para absorver suas palavras,
beber seu gosto, me afogar no seu cheiro.
Te quero aqui. Sem meias verdades nem falsos pretextos.
Apenas aqui.
Meu pai.
Sua filha.
Serei o pronome que quiser.
A gramática que escolher.
Ele, meu verbo.
Nós novamente juntos: a conjugação perfeita.

Estou seguindo (...)
Dessa vez sem me preocupar se a próxima etapa será  o tombo ou o voou





quinta-feira, 9 de junho de 2011

Confessionário (Em minhas mãos)

Confesso que quero que fique e veja até onde vou.
Vou longe e para nunca mais voltar.Caminhando com meus próprios pés no caminho que escolhi a dedo. Sou exigente e me mato apenas por capricho. E depois ressuscito, linda e solta no mundo que me pertence, e que absorvo com as palmas das mãos. O mundo cabe aqui e não julgo o interminável cansaço de existir.

Não sou um resumo, sou milhões de outras coisas que você nunca entenderia.
Se eu contasse... Mas nunca lhe contaria. Pois que eu desnudasse minha alma, terminaria me perdendo nesse imenso labirinto que sou e me sufocaria sem proteção pelas minhas ervas daninhas que cultivo com tanto carinho para te manter longe. Eu seria minha própria armadilha, meu próprio veneno. E minha cura. Nada me salvaria de mim a não ser eu mesma. E sendo assim, te deixo sem proteção nenhuma de mim, por me importar e por não me importar.Te vejo e te beijo.Te sangro e te curo.Com carinho psicótico e doentio.E depois vou embora.
Te deixo despedaçado sob lençóis frios.Tenho meu coração em minhas mãos.Pela primeira vez eu tenho... Haha


terça-feira, 7 de junho de 2011

Confessionário (Culpada)

Confesso que sou toda isso. A Culpada 
Um pacote estragado. Sem selos suficientes. Perdida no caminho entre aqui e lá, tentando se decidir qual saída de emergência é a mais fácil, a que está mais próxima, empurrando uma espada invisível e matando todo carinho declarado, toda tentativa tola de ser alguém para alguém. Toda lógica insensata de amar. Amar e ser amada. Perdoar e ser perdoada. De não mais deixar, e de nunca mais ser deixada.

Confessionário (Ásperas)

Confesso que Percorri todo meu deserto em busca de mim mesma. E o que encontrei foi meu mar de pecados disfarçados de um cinza-camaleão.Estou procurando. Estou encontrando. E tudo isso é meu. O que vivi e o que sonhei. Amores que sufoquei. Hematomas na alma. 
Vou te expulsar de mim amanhã. Hoje ainda nãoPreciso dizer seu nome mesmo que não seja para ninguém. Vou deixar minhas tristezas, minhas máscaras, minhas roupas pelo chão... e pela casa vou te encontrar perdido pela minha imensidão. – Eu te dou minhas forças para que você não se quebre quando eu te mostrar meu mundo. Para que você não se perca eu te dou minha mão. Vamos juntos só por hoje que o mundo é grande demais para se estar tão só. Amanhã eu te parto de mim com uma faca sem corte.
Vai doer.
Já te digo desde já...

Sem pressa e sem dor. Esse mundo não é meu, mas eu não tenho medo.
Não esteja lá fora quando começar a chover. Não espere para ver as lágrimas do sol. As lágrimas da lua. Não existe essa coisa de aprender a amar. Não existe isso de sentido. Destino. Me deixe ser o que quer que eu seja. 

Não me ame, eu pedi. Mas não me odeie, eu implorei. Algum dia fará sentido, eu prometo. Quando me esquecer.
Minhas palavras ásperas não mais te arranharão.